FRIKA So much to live for, so much to die for
seventeen falls (literally?) - drama queen - fragile like a rose on the snow - ocean soul - grind - queen of pain - bitter - black sheep - sings in silence - egoccentric

LOVES Be my heart a well of love...
music, guitar, drums, keyboard, reading, writing, black color, metal, melodic, gothic, night, poetry, Augusto dos Anjos, Tuomas Holopainen, Toni Kakko, Hamlet, Nightwish, Sonata Arctica, Portuguese language, English language (besides speaking it way too bad).

HATES I'm tired! I trully hate you all!
noise, annoying kids, stupid neighbors, people, snoopies, colorful stuff, myself, silence.

WISHLIST Everything a wish for the night...
- DVD End of Innocence (Nightwish)
- uma guitarra
- CD Once
- uma camiseta do Sonata Arctica
- ... a paz mundial? :P

LINKS Gray havens, my destiny
nightquest - fórum bless our wishes - cifraclub - warriors of ice - boka do inferno

MUSIC I studied the silence to learn the music
nightwish - sonata arctica - epica - kamelot - rhapsody - stratovarius - angra - tuatha de danann - avantasia - aina - after forever - blind guardian - lacuna coil - kamelot

BLOGS Não peça, porque eu não vou te linkar :P
fê croft - felipe - brandy - alice carroll - annie bell - tuffo - dengoso - thoughtless - emily - shanny parker - eremita

AD INFINITUM I wish for this night-time to last for a lifetime
Este blog foi criado com o intuito de despejar nele toneladas de idéias, coerentes ou não. "Ad infinitum" significa "até o infinito", em latim. Surgiu depois que tentei parar de bloggar, e logo em seguida constatei que estou viciada nisso... ad infinitum.

NIGHTWISH
Essa banda é simplesmente perfeita. As letras do Tuomas, os vocais da Tarja, as músicas em si, enfim, todo o conjunto é simplesmente perfeito. E se você não reparou, tem alguns trechos de músicas do Nightwish aqui nesta coluna, escritas em letras mais escuras.

"Oh, se esta carne sólida, tão sólida, se esfizesse, fundindo-se em orvalho! Ou se ao menos o Eterno não houvesse condenado o suicídio!" - Hamlet

"Temple of the evil, temple of the weak. No one knows how bad he feels. Night time innuendo, temptation of the key. Live with the black sheep, live with me." - Black Sheep - Sonata Arctica

"Feeling lonely and content at the same time, I believe, is a rare kind of happiness." The Lagoon - Nightwish

"You like snow but only if it's warm. You like rain but only if it's dry. [...] It's so much easier not to. What goes around never comes around to you." Wake up - Alanis Morissette

"Louco ou é aquele que tem distúrbio mental ou o que consegue ver as coisas de uma maneira que ninguém mais consegue." - ?

"For this gift of dream I must pay the price with the loss of life's pleasures" Away - Nightwish

 
 

Over the hills and far away, May 15th, 2004.

Vício. Nas palavras de Machado de Assis, é o estrume que não impede que a flor da virtude floresça cheirosa e sã. Nas minhas palavras, é o estrume do qual atolo meu vaso (de flores, caro casual leitor. vaso de flores), talvez esquecendo de um mísero detalhe: a semente, talvez.

Meu vício não é de bebidas alcoólicas, cigarro ou drogas - os lugares-comuns que são o destino dos nossos pensamentos quando falamos em "vício". O meu vezo é pela - sim, acredite - pela dor. Não digo a dor física - odeio ter uma farpa que seja em meu dedo. Me refiro à dor da alma, onde enfio estacas de aço constantemente, para meu - ouso dizer - deleite.

Cada vez que penso sobre minhas frustrações, busco o papel e caneta mais próximos para anotá-las e dar ênfase a uma dor que talvez nem devesse existir. Sei muito bem que lágrimas não são o antídoto contra o veneno de uma existência vazia, assim como sei que palavras lúgubres não trarão o bálsamo ao meu pesar. Mas a escrita é minha única fuga, meus pseudo-poemas são a fumaça negra que intoxica e anestesia minha alma. Pseudo-poemas, é bom frisar: são para serem escritos, não para serem lidos. Álvarez de Azevedo sofreria um ataque do coração no inferno se eu chamasse minhas linhas de "poemas". Eis o por quê do "pseudo".

Explicações à parte, presto meu depoimento: tudo começou com alguns simples "I-hate-myself-and-I-wanna-die" em meu "drear diary" - lá pelos idos de 2000. Logo se tornou uma obsessão, reviver momentos desagradáveis para sentir a dor em dobro. Nunca fui uma apreciadora de poemas - na verdade, tinha pouca paciência para eles e sua linguagem enigmática. Até conhecer Augusto dos Anjos e, posteriormente, Tuomas Holopainen.

Não há explicação cabível. Quando eu começo a encontrar alguma luz, assopro-a com toda força na insana esperança de que a chama se apague - com sucesso, para minha infelicidade. Pode chamar de burrice, se quiser. Dar voltas e voltas sem sair do lugar, tal qual aquela mosca inoportuna que fica zunindo e tentando sair pela janela fechada: vai em direção a ela, bate no vidro, vai de novo, bate de novo, vai de novo, bate de novo... Sempre com a mordaz esperança de encontrar a liberdade, agindo sem pensar. Eu sou a tal mosca estúpida e tenho total ciência de que o vidro está lá. E acho que gosto de bater contra ele, sem conseguir chegar ao outro lado. Finjo que quero sair - mas não quero.

Eis o vício pela dor. Se você não conhecia: olá, muito desprazer! Eis o verme da auto-piedade que aos poucos decompõe a alma. Quero libertar-me dele, eu juro! E fá-lo-ei agora! Com licença, ali está a saída e eu preciso ir em direção a ela! ... *POFT!*

[ouvindo: follow in the cry - after forever]

 

Over the hills and far away, May 8th, 2004.

Sabe... Sei lá.

É exatamente o que sinto agora: sei lá. Apenas e tudo isso. É um momento em que eu começo a refletir, a ver que as coisas não são como eu queria que fossem e a me odiar por isso. Incompetência perante a vida, esse jogo macabro. Quem são os perdedores do jogo? Aqueles que não têm as cartas nas mangas. Ser honesto não parece ser um bom negócio no mundo. É deprimente ver como a humanidade parece ser composta por soldados individuais, lutando uns contra os outros, preparando armadilhas e bombardeando território alheio com palavras envenenadas ou atos maldosos.

Homo sapiens muitas vezes não gastam seus segundos preciosos em benefício próprio, preferem empregá-los tentando prejudicar outrém. É muito comum ver ofensas desferidas com tanta brutalidade apenas com a intenção de ver a vítima sucumbir a elas. Um prazer mórbido em ver a desgraça do outro - seja ela física ou emocional. Se não fosse assim, programas como Cidade Alerta não estariam mais no ar.

Esse é um dos motivos que me levam a me sentir tão... sei lá. Saber a hipocrisia por trás desses sorrisos amarelos que te metralham quando você vira as costas. Saber que eu estou meio velha para ter essas crises bobinhas. Saber que eu estou meio velha para ser tão bobinha. Velha, sim. Seventeen. O tempo passa tão rápido. E eu estou numa luta constante contra o relógio. Abandonar o berço seguro e aconchegante que é a infância, sem preocupações, sem deveres, sem dúvidas, sem filosofias...

"Memories go back to childhood, to days I still recall. Oh, how happy I was then. There was no sorrow, there was no pain. Walking through the green fields, sunshine in my eyes." - Forever - Stratovarius

De que me vale saber que estou no meio de um campo minado - um passo em falso e tudo vai pelos ares? De que me vale saber que estou em um ninho de víboras que sorriem enquanto preparam o bote? Só me deixa mais agoniada, em minha tolice de creditar confiança a quem não devia e ser surpreendida por um ataque surpresa. Ou, por outro lado, desconfiar de quem mereceria minha confiança.

Ignorância é felicidade.

[ouvindo: sensorium - epica]

 

Over the hills and far away, April 20th, 2004.

Que coisa ridícula. Eu odeio ter sentimentos. Não, isso não é uma declaração melodramática do fato de eu odiar ser uma pessoa mais sentimental do que a maioria. Todos têm sentimentos, uns são mais sensíveis, outros menos. Mas uma coisa é fato: sentimento é uma maldição lançada sobre os homo sapiens.

Alguns podem achar que é uma bênção, mas eu não vejo assim. Pra mim, sentimentos são as "cordinhas" das marionetes feitas de carne e sangue. Somos guiados, escravizados por eles. Qualquer liberdade é relativa, estamos condicionados a seguir o caminho que nossos sentimentos nos levam, por chibatadas.

Sabemos que, quando uma pessoa está com suas emoções alteradas, não se pode prever suas atitudes. A pessoa mais pacífica pode fazer coisas terríveis quando está zangada. A pessoa mais terrível pode ser um poço de bondade para alguém que tenha consideração. E aquele período no calendário da maioria das homo sapiens do gênero feminino, quando qualquer coisa é motivo para lágrimas ou para gritos irados? Você não tem uma personalidade definida, está sujeito sempre a alterações que variam de acordo com suas emoções.

Mudanças. Odeio. Eu queria ser a pessoa fria e insensível que sempre fingi ser. 100% racional, 0% emocional. Problemas? Jogue tudo na fórmula de Pitágoras, multiplique o cateto oposto pelo cateto adjacente, divida por dois e pronto. Tudo resolvido. Malditas emoções, que tornam as coisas tão mais complicadas do que poderiam ser, guiando suas marionetes humanas por caminhos errados e ilógicos.

God, I must confess... I do envy the robots.

[ouvindo: the pharaoh sails to orion - nightwish]

By the way: Agradeço de coração e com todo o sentimento positivo possível aos gentis comentários que vocês deixaram. Fiquei muito feliz ao lê-los, muito obrigada. :)

 

Over the hills and far away, April 19th, 2004.

A PRIORI [the day before]
Seventeen falls since my first cry
Through cold winters which froze my tears
And hard springs when the thorns bloomed
I've been waiting for summer to warm
[ my core

A gift or a curse for my soul
Congratulations for not dying yet
The trace of blood behind your path
It wrote on the floor your seventeen falls

Close my eyes and whisper a wish
Oh please aid my dying soul
Make me drink elixir of hope
Kill the monsters who haunt my core

So now I raise my head
Look all around, no one can be seem
In darkness I celebrate my woe
And make a promise for me

The best or the last it will be
This day of autumn, this year
I'll look ahead and open my eyes
So I will can read the poem of life

For now I stare the sky
Still wondering when will I die
Look for the candles on cake of fears
Make a wish and light them off with my tears

A POSTERIORI [the day after]
The flame lit in my candle
Now with stars I can handle
The moon that gazed my tears
Will now bless all of my creeds

The eclipse just uncovered the sun
Now it smiles and melts the gloom
This warmth will make steam
of the ocean of woe where I've been

I can jump so high
I can catch a star
I can scream so loud
I can call for Mars
I can dance so hard
I can quake the earth
I can shine so bright
I can spread my mirth

The path again forks into two
And now I'll take the right one
Make my way to the moon
Erase from the cosmos the gloom

Summer breeze dries my tears
Shining sun blinds my fears
Seagulls announce over the ocean
The rebirth of the once-fainted one

...

Pathetics.

[ouvindo: forever yours - nightwish]


Over the hills and far away, April 12th, 2004.

Acabei de assistir o DVD do Nightwish. Sim, eu sou uma tremenda mão-de-vaca, então gastar 50 reais em um DVD foi uma loucura e tanto para mim. Se o tal DVD correspondeu às minhas expectativas? Respondo: não.

...ele superou-as! É incrível! Perfeito! Se até pouco tempo atrás minha banda favorita era Sonata Arctica, agora passa a ser Nightwish. Ouvir o líder da banda, Tuomas Holopainen, contando a história do Nightwish e falando sobre suas composições me deixou fascinada. Vontade de pegar o primeiro vôo pra Finlândia e seqüestrar esse cara. Ou então ir ao próximo show com um daqueles laços de cowboy para laçá-lo do palco.

Fãs do Nightwish, me odeiem pela tietagem ao Tuomas. Mas eu adorei o que ele falou, every and single word, e em alguns momentos me identifiquei com relação aos sentimentos dele: o de nunca fazer nada que seja bom o suficiente, de ser uma pessoa que se reprime emocionalmente, nunca estar satisfeito, um sentimento de vazio na alma, sentir que está faltando algo... Não estou querendo me comparar a ele, quem sou eu para isso, mas permita-me uma pequena analogia:

Obviamente, o Nightwish foi um grande marco na vida de Tuomas, assim como meu blog Mione Kicks Asses foi na minha (em menores proporções, de fato). Pode parecer besteira, mas começar a receber tantos comentários e links foi algo que eu não esperava e me deixou bastante feliz. Porém isso também me deixou com um pouco de receio. Eu sentia uma certa responsabilidade com o Mione Kicks Asses: mesmo que os elogios fossem hipócritas, eu sentia que os leitores estavam exigindo qualidade. Eu queria dar essa "qualidade", mas ela estava além do meu poder. Por isso tantas vezes tive vontada de dar um fim no Mione Kicks Asses.

O Tuomas conta que também teve vontade de acabar com o Nightwish em 2001. Chegou a ligar pra gravadora e dizer que a banda estava acabada. Felizmente, ele voltou atrás e percebeu que não pode viver sem fazer música. A mesma paixão que eu tenho por escrever essas besteiras que as pessoas não têm paciência para ler. Essa confusão de sentimentos que me fez "assassinar" meu blog, para fazê-lo "reencarnar" novamente na semana seguinte.

Eu não consigo parar de escrever, eu amo fazer isso. Este texto, eu escrevo com a consciência de não haver "platéia" para ele, o que me deixa bastante chateada. No fundo, a garotinha tímida das "madeixas azuis" só quer chamar a atenção. Totalmente egocêntrica. Eu odeio que as pessoas reparem em mim e me julguem, mas também odeio uma platéia vazia. Contraditório, como tudo na minha vida. Quando me apelidei de "Mionissa Freek" eu não estava brincando.

Voltando ao DVD, foi divino. Me fez rir e quase chorar (sim, quase. sou metida à durona e segurei as lágrimas, assim como quando vi Titanic :P). E quando terminou, fiquei sentindo o coração apertado. Um sentimento estranho, que eu tenho sempre que acabo de ver um bom filme ou de ler um bom livro. Eu queria mais. Queria que não acabasse ali. Assisti o documentário aos pouquinhos, porque eu sabia que uma hora ia acabar, e eu não queria isso.

Nightwish é mais que uma banda. Muito mais.

[ouvindo: phantom of the opera - nightwish] -

 

Over the hills and far away, April 11th, 2004.

Saudações. Este é mais um dos inúmeros blogs que costumo metralhar web afora. Geralmente são abandonados, mas o fato é que eu tenho um vício em juntar letrinhas formando palavras de forma tão desordenada e confusa, mas ainda não consegui o que eu queria. Os blogs que criei seguiam "fórmulas" e padrões diferentes, mas nenhum conseguiu realmente me satisfazer... ainda.

Com excessão do Mione Kicks Asses. Começou timidamente: raramente eu recebia um comentário decente e ficava na base do "oi, gostei do seu blog, visita o meu?". Em alguns meses o MKA atingiu um ponto que me surpreendeu. Cheguei a receber comentários melhores do que os posts em si. E não sei se isso é bom, pois me fez ver que o referido blog deveria ser melhor. Sinceramente: eu não ligava.

Porém agora os posts não fluem mais como antigamente: estão bem forçados, eu reconheço. Antes as coisas eram mais naturais. Não sei se fui eu que "amadureci" (mesmo que seja um pouquinhozinho assim [ou menos], pois eu continuo uma criançona como sempre). Mas isso me levou a criar este outro blog, que será mais eu, apesar de não abandonar o antigo.

No Ad Infinitum, ao contrário desse outro blog meu que alguns consideram "pop", pretendo colocar mais sentimento e mais coerência ao invés de juntar um monte de merda com um monte de palavrão e clicar no botão "publicar". Pretendo colocar minhas opiniões sobre algumas coisas, sobre fatos e devaneios do meu dia-a-dia, enfim, este supostamente deverá ser um blog pessoal ao quadrado, como diria ela.

Não sei se será lido, mas isso agora pouco me importa. Não sei se vou colocar uma caixa de comentários sob cada post, não que eu ache irrelevante o feedback de eventuais leitores, mas porque eu realmente não sei se terei algum "eventual leitor". Mas quer saber? Que se dane.